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Comunicação
e Responsabilidade Social Comunicação no Terceiro Setor Assessoria de Imprensa / Relacionamento com a mídia Comunicação Interna Publicidade/Marketing Comunicação e Cultura Organizacional Comunicação e Crise nas organizações Auditoria de Imagem das organizações Comunicação Pública (Governamental etc) Diversos |
Comunicação Interna Barreiras à comunicação organizacional
Já não é de hoje que se ouve falar em rádio-corredor. Também esta não foi a única vez que você foi o último a tomar conhecimento da promoção de seu colega de trabalho ou até mesmo o primeiro a ficar sabendo de sua própria demissão. Mas tudo isso não aconteceu por acaso. Com certeza, houve falha em um dos elementos da comunicação. As barreiras existem justamente neste ponto. Quando algo de errado acontece com um dos elementos que compõem a comunicação, o resultado torna-se ineficaz e pode ser muito perigoso para as organizações. Pode ser capaz até de causar uma grande catástrofe na sociedade organizacional. Mas como entender, de forma bastante prática, todos esses ruídos que vemos diariamente no trabalho? Uma das principais ações é começar a falar deles. Deles quem? Isso mesmo, dos ruídos. Não dá mais para ficar falando subjetivamente destas falhas de comunicação. Os setores da empresa, sem exceção, devem começar a promover a discussão a respeito destes ecos comunicativos. Todos os dias somos surpreendidos com informações novas que nos causam espanto quando percebemos que fomos os últimos a saber. Mas por que será que isso ocorre sempre e ninguém faz nada para modificar este quadro? Sobretudo é preciso entender o ambiente de uma organização. Fatores importantes que impactam na cultura de uma empresa podem ser o ponto principal de uma comunicação ineficaz. Portanto, está nas mãos dos líderes, principalmente, a capacidade de agir e providenciar a mudança de cultura. Ainda temos chefes que se mostram resistentes às mudanças. Mas o que podemos dizer a eles é duro e verdadeiro. Se estes, que são os cabeças de um grupo, em pleno século XXI, ainda pensarem de forma retrógrada, eles estarão mortos e substituídos por líderes mais jovens e com maior capacidade de empreendedorismo. Para mudar é preciso conversar, se reunir, comunicar e informar. Nada muda de um dia pro outro. A mudança, muitas vezes, nem sempre é bem-vinda. Para impedir que um chefe guarde a informação só pra ele, é necessário dizê-lo: - Vamos, a partir de agora, fazer reuniões mensais. A cada mês vamos apresentar o que cada setor tem feito e os resultados obtidos. Como dissemos, a conversa torna-se essencial neste processo. E muitas organizações estão mortas hoje porque não valorizaram a conversa. Não se reuniram e morreram com a pior das doenças - a falta de informação. As informações devem ser compartilhadas com os membros da organização a fim de garantir melhor harmonia no grupo; Surge, então uma pergunta curiosa - É possível ter uma empresa na qual todos os elementos de comunicação funcionem com total eficácia? - A resposta pode estar resumida no título deste artigo. Afinal, a barreira principal deste processo de comunicação está no ser humano, que é justamente aquele em que a criatura pode ser eliminada pelo criador. Se foi você quem criou o ruído, então vai lá e desfaça-o! Torquato (1986) destaca em número de quinze as estratégias de comunicação empresarial. São elas: planejar a comunicação de maneira sinérgica e integrada; abrir e tornar mais equilibrados os fluxos da comunicação; tornar simétricos o marketing institucional e o marketing comercial; valorizar e enfatizar canais participativos de comunicação; estabelecer uma identidade (transparente e forte) para projeção externa; criar uma linguagem sistêmica e uniforme; valorizar o pensamento criativo; acreditar na comunicação como um poder organizacional; reciclar periodicamente o corpo de profissionais; investir maciçamente em informações; ajustar os programas de marketing social ao contexto sóciopolítico; valorizar os programas de comunicação informal; assessorar, não apenas executar programa de comunicação; focar a comunicação para prioridades e ter coragem para assumir riscos e gerar inovações. De todas estas ações que levariam a um total impulso na qualidade de comunicação de uma empresa, merecem destaque duas estratégia - a primeira quando se fala do planejamento de uma comunicação de maneira sinérgica e integrada e a segunda quando se fala que devemos acreditar na comunicação como um poder organizacional. O que seria, então, uma comunicação de forma sinérgica e integrada. Nada mais é do que a possibilidade de não se esconder nada de ninguém. Já se foi o tempo em que se guardava segredo. É claro que não devemos confundir informação sigilosa com divulgação correta dos fatos cotidianos de uma empresa. Uma comunicação sinérgica é capaz de integrar clima sócio-organizacional com as comunicações entre todos os departamentos de uma empresa. Este processo torna a comunicação sem burocracias e barreiras. Desta forma, é possível garantir que as informações cheguem aos departamentos através de impressos, fazendo com que o sujeito indeterminado seja extinto deste tipo de processo. Ou seja, a partir de agora, não se deve falar em ações sem sujeito. Devemos, acima de tudo, preocupar-se em citar a fonte e divulgar os autores. A partir de uma comunicação clara e objetiva, garantimos o não-surgimento de ruídos e o constante disse-me-disse. Outra estratégia de comunicação empresarial que serve como mensagem a todos aqueles que buscam garantir um fluxo comunicativo eficaz é a valorização da comunicação como poder da organização. Afinal, empresa moderna é aquela que divulga seu trabalho tanto para o publico interno quanto para o externo. Quando uma empresa valoriza o seu boletim informativo, o quadro-mural, a intranet, a extranet, o comunicado geral, enfim, podemos dizer que esta é uma organização moderna. Desta forma, torna-se uma questão de investimento em cultura organizacional e, acima de tudo, em crescimento e valorização da empresa. Concluímos que as barreiras sempre existirão. Mas, hoje, mais do que em qualquer outra época, estamos preocupados com as mudanças e aceitando-as. Temos que aproveitar este momento para criarmos forças para transpormos estes empecilhos e garantir que sua organização tenha orgulho de ter vencido os obstáculos que impediam a comunicação eficaz. Bibliografia GIBSON, James L. Organizações: comportamento, estrutura, processos / James L. Gibson, John M. Ivancevich, James H. Donnelly, Jr.; tradução de Carlos Roberto Vieira de Araújo. São Paulo: Atlas, 1981. REGO, Francisco Gaudêncio Torquato do. Comunicação
empresarial, comunicação institucional: conceitos, estratégias,
sistemas, estrutura, planejamento e técnicas. São
Paulo: Summus, 1986. |
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