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Artigo

Internet e a Comunicação Empresarial: um estudo da importância da presença das empresas na rede
Maria Clara Jobst de Aquino
Estudante de Jornalismo do Curso de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas e bolsista do Programa Instituciona1 de Bolsas de Iniciação Científica PIBIC/UCPel.

Resumo

O artigo pretende elucidar a importância da presença das empresas na Internet. Através de um levantamento das circunstâncias do surgimento, do desenvolvimento e do contexto atual dos conceitos de Internet e Comunicação Empresarial o trabalho apresenta as vantagens da atuação das empresas e salienta a necessidade de suas presenças dentro da rede e do mercado global.

1. Introdução

O presente artigo visa demonstrar a importância da presença de empresas e organizações com ou sem fins lucrativos na Internet. O desenvolvimento do trabalho deu-se através de levantamento e pesquisa bibliográfica e online nos campos da Comunicação Empresarial e da Internet. Traz autores que falam sobre o desenvolvimento das tecnologias de informação e das transformações das relações sociais através da Internet como Pierre Lévy, Manuel Castells, Marília Levacov entre outros das áreas da Administração e Comunicação Empresarial que tratam das estratégias comunicacionais mais adequadas para serem utilizadas pelas empresas dentro da rede.

Para um aproveitamento completo do trabalho serão inicialmente abordados o histórico e o contexto atual da Internet, juntamente com a exposição da importância da Comunicação Mediada por Computador (CMC) para o desenvolvimento da rede. Logo após serão expostos o histórico e o desenvolvimento juntamente com o conceito e a aplicação da Comunicação Empresarial. Finalmente, a relação entre a Internet e a Comunicação Empresarial será analisada, enfatizando a importância de as empresas fazerem parte da rede e apontando o diferencial da Internet em relação ás outras mídias. Logo em seguida serão expostas as considerações finais e as propostas de continuação da análise do assunto proposto ao longo do trabalho.

2. Internet - Surgimento, desenvolvimento e contexto atual

2.1. Surgimento e desenvolvimento

Internet é uma sigla para International Network (Rede Internacional) e possui duas versões a respeito de seu surgimento. Criada em 1969, nos Estados Unidos com finalidades militares a rede hoje funciona como uma teia formada por servidores que conectam vários computadores, os quais conectam-se entre si, formando assim uma cadeia de nós.

Os membros da Secretaria de Defesa dos Estados Unidos precisavam trocar informações a uma longa distância e através de um rápido acesso. A idéia então era interligar os computadores em rede para que os investigadores pudessem comunicar-se a distância de modo que, se houvesse algum bombardeio que atingisse parte da rede, a outra permaneceria funcionando e os dados seriam automaticamente desviados, não prejudicando a comunicação entre as partes e impedindo a perda de informações importantes.

Outra versão a respeito do surgimento da Internet seria a de que a rede surgiu para ligar centros de pesquisa de universidades, centros de defesa e militares, possibilitando a troca de informações entre os mesmos. O Pentágono criou um centro de pesquisas em 1957 - a ARPA (Advanced Research Projects Agency) visando conectar os computadores desse centro entre si. Esta rede recebeu o nome de ARPANET e em meados da década de 70 começaram a funcionar seus primeiros nós. Até aí a rede era restrita a centros de pesquisa e centros militares.

No final dos anos 70, foi desenvolvido o computador pessoal (PC - Personal Computer), menor do que as máquinas de até então, que chegavam a ocupar, cada uma, salas inteiras. Dessa forma os computadores foram adentrando os lares das pessoas. Já no início da década de 80 a rede começou a se expandir, foi aperfeiçoada e redes menores foram incorporadas. Tanto seus usuários como seus desenvolvedores foram, à medida que a rede se espalhava, construindo ferramentas de uso para facilitar a manipulação e o acesso.

As páginas que hoje acessamos através de programas de navegação (1) fazem parte da chamada World Wide Web (WWW). Esta foi criada por Tim Berners-Lee através de um projeto que tinha por objetivo desenvolver um sistema com base em hipertextos (2) para possibilitar que as informações do laboratório onde trabalhava fossem organizadas na rede interna.

Aos poucos, com o crescimento do número de pessoas possuidoras de um computador pessoal, a Internet foi passando para o uso público e deixando de ser exclusividade do uso acadêmico e militar. Em 1994 foi liberada para uso comercial, sendo que hoje o comércio eletrônico cresce em alta velocidade.

A partir de 1995 a difusão da Internet no Brasil começa a ganhar proporções maiores e atualmente o número de internautas brasileiros ultrapassa os 14milhões. Num total mundial, a população presente na rede corresponde a mais de 500 milhões de usuários (3).

2.2. Contexto atual

Ao longo dos anos a Internet foi adquirindo espaço, credibilidade e um número cada vez maior de usuários. A construção de novas ferramentas de utilização e aperfeiçoamento da rede cresce em ritmo frenético. Vivemos hoje um momento de transição que para Levacov (1998, p. 13) se constitui como parte de uma evolução do analógico ao digital: "O computador representa não apenas revolução, mas também evolução: após a transição do cursivo para o impresso, assiste-se agora à passagem do impresso para o digital."

A Comunicação Mediada por Computador (CMC) possibilita, em tempo real, a troca de informações entre usuários de diferentes localidades geográficas, objetivo inicial da criação da rede. A CMC pode dar-se de "um-para-um", "um-para-muitos" ou até mesmo "muitos-para-muitos" e é aí que se encontra o diferencial da rede em relação aos outros meio de comunicação: a capacidade de interatividade. Esta será abordada mais adiante no presente trabalho.

Castells (2002, p. 499) afirma que vivemos uma nova tendência histórica, onde as redes constituem a nova morfologia social e a CMC é fundamental para o desenvolvimento dessa morfologia que apresenta uma sociedade onde os processos comunicacionais desenvolvidos através da rede dão forma à estrutura social:

A convergência da evolução social e das tecnologias da informação criou uma nova base material para o desempenho de atividades em toda a estrutura social. Essa base material construída em redes define os processos sociais predominantes, conseqüentemente dando forma à própria estrutura social.

Com a apropriação do uso da Internet por milhares de usuários, as mais diversas formas de comunicação via rede foram surgindo e as possibilidades de uma comunicação horizontal foram concretizando-se. Isso em maior parte devido à característica da interatividade presente na CMC e que constitui uma das maiores vantagens da internet em relação às outras mídias. A possibilidade de emissão de mensagens por aqueles considerados apenas receptores em outras mídias pode ser usada como justificativa para o crescimento da rede e do número de internautas.

Home-pages, correio eletrônico, fóruns, chats, weblogs, comunidades virtuais, etc, integram o ciberespaço, o qual Lévy (1999, p.92) denomina de "o espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores". Hoje, a presença na rede caracteriza o ponto crucial de dominação e transformação em nossa sociedade (Castells, 2002, p.497).

3. Comunicação Empresarial

3.1 Histórico

A Comunicação Empresarial nasceu no século XX nos Estados Unidos. Uma das primeiras ações foi a realizada pelo jornalista Ivy Lee, em Nova York, que montou o primeiro escritório de Relações Públicas no intuito de recuperar a credibilidade do empresário John D. Rockfeller, o qual enfrentava problemas com pequenas e médias organizações. A idéia de Lee ao montar o escritório era publicar notícias empresarias dotadas de cunho informacional e não comercial, ou seja, ele queria utilizar os meios de comunicação para fornecer ao público dados informativos a respeito das empresas e suas ações e não para fazer publicidade das organizações. A estratégia de Lee deu certo e seu sucesso foi tão grande que quando morreu, em 1935, ocupava o cargo de gerente de relações públicas da Chrysler.

Na época do governo de Juscelino Kubitscheck o Brasil começou a realizar as primeiras ações de comunicação empresarial através de agências de publicidade importadas dos Estados Unidos. Rolim Valença foi o primeiro relações-públicas brasileiro e a AAB a primeira agência do ramo. Em 1967 surge a ABERJE - Associação Brasileira dos Editores de Revistas e Jornais de Empresas e que em 1987 passa a se chamar Associação Brasileira de Comunicação Empresarial.

3.2. Conceito e aplicação

O que se procura atualmente é o desenvolvimento de ferramentas de Comunicação e Marketing tal como Assessoria de Imprensa, Comunicação Interna, Produção de Publicações Corporativas, Mala Direta, Realização de Eventos, Publicidade e Propaganda, dentre outras. São ações que ocorrem de acordo com a demanda e o público-alvo de cada cliente, levando ainda em consideração a ética e a conduta coerente com a filosofia da instituição. Ações isoladas sugerem resultados dispersos e de pequeno alcance. (PESSOA, online)

As afirmações de Pessoa a respeito de um conceito de comunicação empresarial abordam todas as características do tema. Primeiramente a autora elenca as estratégias de comunicação entre a empresa e seu público e aponta então o fato de que a comunicação da empresa deve-se dar tanto com o público interno quanto com o público externo. Logo após, ela traz a importância do público-alvo da empresa para a escolha das estratégias que serão adotadas no processo comunicacional. Menciona também que a empresa deve executar a sua comunicação empresarial seguindo a risca os padrões de ética e conduta definidos e adotados pela própria instituição. A afirmativa comprova que a comunicação empresarial serve também para construir e preservar uma boa imagem da empresa. Por fim a autora demonstra a necessidade da contratação de profissionais qualificados para realizar a construção e a execução de um projeto de comunicação empresarial para a organização.

A escolha da mídia a ser utilizada é um dos aspectos fundamentais para o sucesso do projeto de comunicação adotado pela empresa. Para definir qual melhor instrumento de comunicação é necessário traçar um perfil do público a ser atingido: número de pessoas, região, escolaridade, relacionamento do público com a empresa, anseios e reivindicações do mesmo e mais uma diversidade de dados a respeito do público a ser atingido deve ser coletada para definir qual o melhor veículo para realizar uma futura comunicação.

Aplicadas e efetivadas todas as estratégias de comunicação o momento é de analisar o feedback, ou seja, avaliar a resposta do público-alvo ao projeto comunicacional adotado pela empresa. Esta análise é imprescindível para detectar qual foi a reação do público à comunicação utilizada, qual a imagem que a empresa obteve na sociedade através da estratégia adotada e verificar se será necessário realizar reparos no projeto. O processo de avaliação do retorno do público deve ser feito constantemente, no intuito de verificar se a imagem da empresa corresponde aos seus objetivos iniciais, aos seus princípios e conceitos que pretendia passar desde o início do plano de comunicação empresarial que adotou.

A comunicação empresarial deve se dar de forma transparente, ou seja, com a intenção de manter funcionários, membros da organização e público externo cientes de suas ações, explicando quais as estratégias adotadas e os motivos pelos quais foram escolhidas. Nassar e Figueiredo (1995, p.42) salientam a importância da informação chegar ao público interno dizendo que "se o trabalhador não conhece a empresa na qual trabalha e não sabe qual a filosofia que a anima, torna-se difícil estabelecer metas e passar para os consumidores e a sociedade a imagem que se deseja."

A Comunicação Empresarial deve também realizar um papel de gestão, exercendo a sua responsabilidade social dentro do meio em que se encontra. Através dos planejamentos comunicacionais que utilizará, seus assessores de comunicação devem ser o elo da empresa com a sociedade e devem adequar suas estratégias de acordo com as necessidades da sociedade em que estão inseridos, de forma a promover o desenvolvimento e o crescimento do ambiente social de seus públicos interno e externo.

4. Internet e Comunicação Empresarial

4.1. Comércio eletrônico e comunicação empresarial

O mercado internacional hoje é estruturado em forma de rede formando assim a nova economia global que une as relações entre os países tornando-os cada vez mais interdependentes. As grandes empresas de hoje possuem sedes nos mais diferentes países e atuam no mercado comandando sua produção através de estruturas online, via internet. Sendo assim, estar na rede possibilita expandir a atuação, se fazer presente no mercado mundial e integrar parte da teia econômica que possibilita a comunicação mercadológica entre as empresas.

O preceito que vigora no mercado é de que as empresas devem acompanhar o avanço da tecnologia de forma a incentivar o progresso, o desenvolvimento e o crescimento de seus negócios e do mercado em que atua, para conseqüentemente, beneficiar o consumidor de seus produtos. Sendo assim, desde que começaram a perceber a eficácia dos computadores, as empresas os adotaram para uso interno. Dessa forma puderam facilitar o trabalho, empregando as máquinas para controlar estoque, produtividade, pessoal, etc; A partir daí os conceitos de organização e eficiência foram sendo colocados em prática dentro das empresas que adotaram as novas tecnologias.

A maioria das empresas tem investido pesadamente no uso da tecnologia da informação desde a década de 1950. Tanto o ritmo quanto o volume desses investimentos continuam a aumentar, sem mostrar sinais de abatimento. Entretanto, no passado, as empresas investiam de maneira aleatória: elas usavam a tecnologia para melhorar os processos de manufatura, agilizar a contabilidade, coordenar e comunicar-se com os funcionários e parceiros e melhorar o desenvolvimento de produtos e marketing. Hoje, não existe mais a opção de investir em Tecnologia da Informação (TI). Em lugar de investir em novos sistemas de recursos humanos, manufatura ou finanças, você precisa investir pelo menos 50% de seu orçamento de TI com o objetivo de facilitar os negócios do cliente com você. (MARSHAK e SEYBOLD, 2000, p. 10)

A afirmação dos autores confirma a importância de a empresa fazer parte da Internet no intuito de facilitar a comunicação tanto com o público interno, através das chamadas Intranets (4), como com o externo, além de inovar e complementar o processo de vendas entre organização e público consumidor. Ao utilizar a Internet no processo de vendas as estratégias de comunicação empresarial tornam-se imprescindíveis, pois o cliente que entra na rede a procura do comércio eletrônico de determinada empresa estará usufruindo dos serviços da mesma que deverá informar como procede dentro do segmento de mercado, quais as suas regras de conduta, de modo a proteger ambas as partes: organização e consumidor. Disponibilizar no site onde se realizam as vendas, os princípios, as regras de conduta e a atuação da empresa dentro da sociedade em que está inserida, é um meio de conquistar a credibilidade e a confiança daquele que visita a página.

O crescimento do comércio eletrônico tem avançado em alta velocidade e as empresas vão percebendo a importância de entrar nesse novo mercado. No gráfico abaixo está a perspectiva de crescimento do Comércio Eletrônico no mundo nos próximos anos. Esta é uma projeção do volume de vendas pela Internet feita pelo instituto americano Forrester em janeiro de 2000. Valores em dólares.(5)

Marcello Póvoa (2000, pg. 34), ao analisar o desenvolvimento da Internet ao longo os anos, desde 1995 afirma que "Na visão estratégica dessas empresas, está transparente como água que a sobrevivência a longo prazo depende da habilidade da empresa de participar da rede."

A competitividade do mercado global vê na Internet um espaço valioso, no sentido de que ao estar na rede a organização atinge um contingente maior de visualização de seu negócio pelos seus clientes. Visto que a rede possui alcance mundial, fazer parte dela significa não só ser visto pelo público-alvo a que se visa atingir, mas também por um número ainda maior de clientes em potencial. A comunicação empresarial realizada via Internet encontra neste momento a sua função, ou seja, além de realizar a comunicação da empresa com o seu público-alvo, com o seu público já conquistado, deverá construir e manter uma boa imagem da organização frente aos novos e potenciais públicos que surgem dentro da teia de alcance internacional.

4.2. Interatividade - o diferencial

Como já foi dito anteriormente, estar na rede é sinônimo de participação no mercado global, possibilidade de a empresa poder ser vista e conhecida por um contingente internacional e conquistar assim um público cada vez maior. Um dos maiores diferenciais trazidos pelo advento da Internet é a convergência midiática possibilitada pelo meio. Multimídia é a palavra principal quando se fala em estratégia de comunicação dentro da rede. A junção de imagens, textos e sons de maneira simultânea confere á rede o principal diferencial frente aos demais meios de comunicação.

A televisão também é capaz de transmitir som, imagem e texto ao mesmo tempo, no entanto, não é dotada do mesmo grau de interatividade que a Internet. Se uma empresa veicula um programa ou um comercial institucional através da televisão, visando transmitir ao público as suas características, a sua imagem, seus princípios e sua atuação dentro da comunidade da qual faz parte, a única opção do espectador é assistir e concordar ou não com aquilo que viu. Não pode no entanto, manifestar, a não ser para pessoas de seu convívio, a sua opinião a respeito daquilo que viu e qual o conceito da empresa que formou ao ver o que foi veiculado na televisão.

A Internet se distancia da televisão no momento em que confere ao usuário - que pôde conhecer no site da empresa qual a imagem que esta pretende passar através de suas ações e de suas regras de conduta - a possibilidade de manifestar a sua opinião a respeito da atuação da empresa dentro da sociedade. Via e-mail o usuário pode enviar sugestões aos responsáveis pela comunicação da empresa, como também pode discutir com outros usuários através de espaços disponibilizados - os chamados fóruns eletrônicos - no site pela própria empresa. Dessa forma, a imagem organizacional não é imposta ao cliente da maneira como é na televisão.

Alex Primo (online) defende que só ocorre interatividade quando a interação entre os integrantes da relação é mútua, ou seja, quando há diálogo, possibilidade de manifestação de ambos os lados. De acordo com as considerações de Primo, o grau de interatividade da televisão é praticamente nulo se comparado ao grau de interatividade proporcionado pela Internet. Sendo assim, a interatividade assume um papel de extrema importância dentro da nova morfologia social, pois diferencia a Internet dos demais meios conferindo á rede a possibilidade da troca de informações e opiniões de forma instantânea e bilateral.

5. Considerações Finais

A comunicação social é bem mais velha do que a Internet, no entanto, vive um grande número de transformações em decorrência do surgimento da rede. As relações sociais ganham novos ambientes nas interfaces dos computadores, e seu componentes, emissor e receptor, trocam constantemente de lugar, alcançando o ideal de horizontalidade através da comunicação interativa que praticam.

O presente trabalho realizou um estudo sobre a influência da nova ferramenta e a sua importância para a comunicação das empresas com o seu público interno e externo. Através da pesquisa realizada, pôde-se concluir que as empresas do mercado atual estão cada vez mais cientes da necessidade de se fazer presentes na Internet, tanto para aumentarem as vendas, quanto para obterem um maior grau de comunicação com seus consumidores. A interatividade proporcionada pelo meio está aperfeiçoando técnicas de comunicação, aproximando o mercado empresarial do público e fazendo com que este último torna-se mais ativo em busca de uma maior satisfação de seus direitos e de seus interesses de consumidor.

As modificações das relações propiciadas pelas novas ferramentas de comunicação via Internet estão obrigando as assessorias de comunicação das empresas a contratarem profissionais especializados que tenham um conhecimento pleno e capaz para trabalhar e desenvolver a comunicação da empresa com o seu público, interno ou externo, através da rede. Consumidores estão cada vez mais adquirindo a prática de buscar na Internet, informações a respeito das empresas com as quais irão negociar de forma que aquelas que ainda não estão na rede não são nem ao menos vistas por estes consumidores.

Visto que ambos os campos estudados, Internet e Comunicação Empresarial, são extremamente amplos e possibilitam várias e diferentes análises pretende-se deixar através desse estudo uma contribuição para o material existente referente à pesquisa e despertar o interesse futuro na continuação da pesquisa dos campos citados.

Notas

1) Programas de navegação: tipo de programa que permite acessar a parte multimídia da Internet também conhecida como World Wide Web.

2) Hipertexto: conjunto de informações no qual os dados são armazenados em uma rede de nós conectados por ligações. Os nós podem conter textos, gráficos, áudio e vídeo, bem como programas de computador ou outras formas de dados.

3) UOL (2003) disponível em http://noticias.uol.com.br/mundodigital/ultimas/2003/11/21/ult8u777.htm

4) Intranet: A intranet é um tipo de rede baseado nos mesmos protocolos, equipamentos e serviços que a Internet, mas os utiliza para incrementar a comunicação e a produtividade dentro de uma empresa. Disponível em http://orbita.starmedia.com/~aderbal_panelli/intranet/introducao/001.htm

5) Infoshop. Disponível em http://www.3dinfoshop.com.br/ecommerce/

Referências Bibliográficas

1. CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. São Paulo: Editora Paz e Terra. 1999.

2. CASTRO, de Álvaro. Propaganda e Mídia Digital: A Web como a Grande Mídia do Presente. Editora Qualitymark. Rio de Janeiro 2000. 134 p.

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7. PÓVOA, Marcello. Anatomia da Internet: investigações estratégicas sobre o universo digital. Editora Casa da Palavra. Rio de Janeiro. 2000. 112 p.

8. PRIMO, Alex. Interação Mútua e Interação Reativa: uma proposta de estudo. 1998. Texto apresentado no GT DE Teoria da Comunicação para apresentação do XXI Congresso da Intercom - Recife, PE, de 9 a 12 de setembro de 1998.

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10. SEYBOLD, B., Patrícia & MARSHAK, T., Ronni. Clientes.com. Editora Makron Books. São Paulo 2000. 362 p.

11. TENDÊNCIAS NA COMUNICAÇÃO. Porto Alegre: L&PM, v. 1, n. 1, 1998. 154 p.

12. CARVALHO da Rosa, Guilherme. A Intranet e a Comunicação Organizacional. Pelotas. 2003.