A Comunicação Empresarial brasileira já atingiu a sua maioridade. Isso não significa que ela seja o máximo. Pelo contrário, ela ainda vive a fase de identificar problemas ( o que já é um avanço enorme) e começa agora a encaminhar as primeiras soluções para os grandes desafios que a globalização, as novas tecnologias e a concorrência acirrada nos impuseram. Temos muito a fazer e talvez ainda não saibamos direito como fazer. A experiência ensina que a gente aprende fazendo, mas a inteligência avisa que, se a gente pensa no que faz e planeja, aprende muito mais rápido. Chega de repetir velhas fórmulas. A Comunicação Empresarial moderna ainda precisa ser inventada.

 

   
  Comunicação Empresarial
   
  De "contextos", "comtextos" , fora ou dentro do contexto
 

 

 

O livro Comunicação Empresarial no Brasil: uma leitura crítica, do professor e jornalista Wilson da Costa Bueno, está com sua primeira edição esgotada. Seu lançamento, na verdade, teve um objetivo prioritariamente institucional: não cogitávamos obter lucros com ele e por isso nossa tiragem não foi mesmo generosa. O livro foi amplamente distribuído e encaminhado de maneira gratuita a bibliotecas e formadores de opinião. Uma segunda edição será lançada, em breve, mas, desta vez, para evitar conflitos com a Editora Contexto, que detém a exclusividade da marca Contexto na área editorial, estará sendo produzida e comercializada por uma outra empresa, mais especificamente por uma editora, com outra marca e assinatura. Esta editora está sendo constituída, neste momento, para atuar especificamente na área de Comunicação e não obedecerá necessariamente aos moldes tradicionais. Pelo mesmo motivo, a Coleção de livros que pretendíamos coordenar pela Comtexto, e que designamos inicialmente por Coleção Comtexto Comunicação e Pesquisa, nossa razão social, terá seu nome alterado. Manterá, no entanto, o mesmo objetivo: democratizar o acesso à informação e lutar bravamente contra os grandes interesses comerciais que pretendem estrangular o mercado e estabelecer monopólios. No mercado democrático da informação, que é o que postulamos, o que vale são os conteúdos , as autorias e não o monopólio das marcas ou das casas publicadoras.

Em princípio, achamos injusto não podermos usar a marca Comtexto para nossas publicações, já que ela nos acompanha há quase 25 anos e nos identifica, mas não somos adeptos de batalhas judiciais porque elas são longas e penosas em nosso País e costumam conduzir a nada, a não ser desgastes pessoais e institucionais. Somos uma empresa de comunicação, e não de advocacia.

Temos uma alma singular no mundo dos negócios. Não é nossa pretensão obter lucros com a venda de livros escritos por autores nacionais, como é a postura de muitas editoras comerciais que se apropriam do trabalho intelectual de professores e profissionais, aviltando-lhes a remuneração. Você sabia que, em geral, os autores ficam com 10% ou menos do valor que você paga pelo livro? Você sabia que algumas livrarias ganham até 50% do valor de capa dos livros que você compra e que não foi escrito nem produzido por elas?

Somos a favor da livre circulação de informações, contra o monopólio no mercado da comunicação e da informação, a favor da valorização do trabalho intelectual e contra a ganância que caracteriza certos segmentos que integram o chamado capitalismo selvagem.

Aproveitamos, este momento, para lembrar aos nossos amigos (docentes, pesquisadores, profissionais e alunos) que não temos qualquer vínculo com a Editora Contexto e nunca pretendemos ter. Não tivemos e não temos qualquer interesse em vermos nossas marcas confundidas por inúmeros motivos. Temos propostas e visões de mundo distintas, não atuamos, com a marca Contexto, no mercado editorial . Nossos compromissos com a circulação das informações extrapolam o desejo de obter lucros.

Estamos há muito tempo no mercado e convivemos harmoniosamente com outras dezenas de "contextos" e "comtextos" que existem em nosso País. Acreditamos que cada uma delas merece ter o seu espaço no mercado e que os leitores, internautas, profissionais etc sabem distinguir cada uma delas, em sua área específica de atividade. Em nossos sites, nossas revistas digitais, nossas newsletters oferecemos informações gratuitas, ainda que qualificadas, graças à colaboração de professores, pesquisadores, profissionais e alunos do Brasil e do exterior. Estamos engajados na defesa da liberdade de expressão e do pluralismo de idéias e acreditamos que a sociedade da informação, as novas tecnologias e o novo consumidor , com a nossa mobilização, acabarão por liquidar as estruturas tradicionais que ainda sobrevivem à custa do monopólio da informação.

Cada "contexto" e cada "comtexto" (há dezenas regularmente constituídas no Brasil) merecem o nosso respeito. Embora sejamos, provavelmente, a empresa mais velha com essa razão social (estamos há 23 anos no mercado) não pretendemos "cassar" e "caçar" as empresas homônimas. A democracia reserva espaço para todos nós. Essa é a nossa maneira de ver os negócios. Não acreditamos que exclusividades, particularmente no mercado da informação, contribuam para fortalecer a democracia. Por isso, sempre abrimos aos professores, estudantes e profissionais a possibilidade de utilização dos textos dos nossos sites, das nossas newsletters e das nossas revistas digitais. Não cobramos por isso. Queremos que a informação circule, não o contrário.

Convidamos os jovens, os profissionais e os docentes/pesquisadores para este movimento democrático de rebeldia contra os grandes interesses que vêem a educação, a cultura, a literatura, o mundo da informação apenas como meras mercadorias. Esse monopólio, que reúne também muitas editoras e livrarias, é que tem tornado os livros caros e dificultado o acesso da maioria da população à informação. Vamos resistir juntos à concentração do mercado , à truculência, às ameaças e à ganância, à ditadura empresarial. Vamos buscar e construir alternativas para alterar essa situação injusta, aviltante, anti-democrática.

A Comtexto Comunicação e Pesquisa pretende ampliar o debate sobre estas questões. Definitivamente, não gostamos de monopólios e de exclusividades, sobretudo quando apoiados em argumentos injustos, autoritários, policialescos. Eles têm feito um mal terrível para a sociedade brasileira. Aqui, na Comtexto, como sempre fizemos, além da luta contra a indústria tabagista, da indústria de armas, de boa parte da indústria agroquímica, da indústria da saúde, estaremos, mais do que nunca, atentos às investidas da grande indústria editorial, fonográfica, jornalística e do entretenimento. No fundo, elas, quase sempre, são parceiras dos grandes anunciantes que manipulam a opinião pública e penalizam os direitos dos cidadãos. Os jornais, as editoras, as ONGs que lutam pela democratização da informação (e há, felizmente, muitas no mercado) e que valorizam o trabalho intelectual merecem o nosso profundo respeito.

Temos sido solidários (e continuaremos sendo) com os autores mal remunerados por editoras comerciais; com alunos , professores e cidadãos em geral que estão à margem do mundo da informação e da cultura pelo alto custo dos livros. Somos solidários aos que lutam contra o software proprietário e buscam a opção do software livre. Repudiamos as empresas que pretendem obter vantagens pelo monopólio da propriedade intelectual. Isso não quer dizer que sejamos a favor da pirataria, porque respeitamos os direitos dos autores. O que defendemos, com veemência, é a liberdade de acesso à cultura e à educação para os cidadãos brasileiros. Está na hora de dar um basta aos monopólios e exclusividades, a essa visão cartorial do mercado da informação. Queremos muitas "contextos" e "comtextos" produzindo, informando, formando cidadãos.

Se você também pensa assim, você é dos nossos. Conte conosco.

Comunicação Empresarial no Brasil: uma leitura crítica
Wilson da Costa Bueno

Reproduzimos a seguir algumas informações sobre o trabalho do professor Wlson da Costa Bueno. Se quiser, deixe-nos o seu e-mail e avisamos você, quando a nova edição estiver no ar. Ela sairá por outra empresa, sem a assinatura da Comtexto pelos motivos já expostos, mas você gostará de ler.

Informações gerais sobre a obra

Uma sacudida enorme na Comunicação Empresarial brasileira. Esta é a proposta do novo trabalho do jornalista, professor e pesquisador Wilson da Costa Bueno, autor também do livro Comunicação Empresarial: teoria e pesquisa, referência na área e lançado pela Editora Manole, em 2003.

Respaldada em sua observação crítica da realidade brasileira e, particularmente, na constatação de que há uma lacuna importante na literatura nacional nesta área, Wilson da Costa Bueno preferiu não enveredar pelo caminho do elogio fácil às ações e estratégias postas em prática pelas organizações, optando por identificar os problemas e os desafios a superar.

Literalmente, coloca o dedo na ferida. Discute a falta de democracia na comunicação interna, o uso equivocado de conceitos, como comunicação estratégica, comunicação integrada e responsabilidade social e faz um apelo para um "banho ético" nas empresas e nas agências de comunicação.

Não nega o estágio desenvolvido em que se encontra a Comunicação Empresarial em nosso país, reconhece as honrosas exceções, mas defende a tese de que o desafio maior não é a competência técnica de profissionais e organizações, mas o desvio do foco: a falta de compromisso com a transparência, a ética, a cidadania, na verdadeira acepção do termo.

Condena o caráter cínico da comunicação de empresas e setores (não poupa, especificamente, a indústria tabagista, de bebidas etc) e repudia a tentativa de manipulação da opinião pública. Enfim, devolve o tapa que muitas organizações e agências (de propaganda, de comunicação e assessorias de imprensa) têm dado na "cara" da sociedade.

Uma leitura que, certamente, não pretende a unanimidade; pelo contrário, deseja mesmo provocar o debate, e , diferentemente, do discurso de porta-vozes de empresas (profissionais sem identidade e dignidade), se afirma como uma voz independente, sem rabo preso.

Como prefere repetir o autor, está na hora de acabar com a hipocrisia na Comunicação Empresarial brasileira.

Se você deseja ler a introdução, clique aqui!

Clique aqui para ver o sumário da obra!

Se quiser entrar em contato com o autor, use o e-mail dele: wilbueno@comtexto.com.br. Ele certamente responderá.