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Teoria e Prática da Comunicação
Empresarial
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Comunicação
O desafio da comunicação
em Planejamento Estratégico
Rodolpho Weishaupt Ruiz, doutorando em Comunicação Empresarial.
Professor na UMESP - Universidade Metodista de São Paulo, na ESPM
- Escola Superior de Propaganda e Marketing e na UMC - Universidade Mogi
das Cruzes. Especialista em reestruturação empresarial e
atua como consultor em estratégia. No momento, exerce as funções
de assessor de planejamento e desenvolvimento institucional no IMS - Instituto
Metodista de Ensino Superior.
A área de comunicação vem assumindo ao longo dos
tempos uma importância cada vez maior na formulação
de estratégias que promovem a inserção de qualquer
objetivo na realidade do dia a dia de seus executores. Dentre os desafios
para a realização de um Planejamento Estratégico
nas organizações, o que mais se destaca, é o processo
comunicacional.
Dentro desse aspecto é necessário entender que a comunicação
com um todo passa a ser um fator estratégico no cumprimento das
ações a serem realizadas pelos funcionários.
Entendemos a comunicação como um fio condutor onde poder,
planejamento, estratégias e táticas, processos organizacionais
e seus ativos, linhas de comando, identidade e imagem se cristalizam nas
ações de desdobramento que surgiram quando da formulação
inicial do planejamento.
Os modelos de comunicação atualmente utilizados pelas organizações
são determinados pelos agentes internos e externos que se influenciam
as empresas.
Entendem-se como agentes internos os processos, as pessoas e sua interação
com todas as atividades que precisam realizar. Logo, há de se ter
uma clareza das ações e seus objetivos a fim de se tornarem
uma coisa só e toda a estrutura passa a andar em conjunto. Para
que isso ocorra à comunicação interna tem que fluir
naturalmente, sem barreira ou ruídos deixando claro para as pessoas
seus papeis, responsabilidade e funções. Essas pessoas,
por sua vez, tem que entender o seu papel dentro dos processos administrativos-operacionais,
para que possam obter resultados mais satisfatórios de desempenho.
A base para um programa de comunicação eficiente está,
na definição clara de princípios e valores, de papeis
e responsabilidades, de limites de alçada e de autoridade, bem
como num pleno conhecimento da cultura interna da organização.
Os agentes externos podem ser entendidos como as relações
pessoais e empresarias com fornecedores, parceiros e clientes. A forma
de entendê-los, ouvi-los e interpretar essas informações
é que vão determinar a forma de agir diante das situações.
É necessário conhecer a cultura do segmento de mercado em
que a empresa está inserida. Porém, o leque de agentes externos
é muito mais amplo: tem-se ONG's, governos, agentes de fomento
etc., que também se relacionam com as organizações.
Dentro desse cenário é que se situa a importância
do planejamento em todas as formas de comunicação das organizações
- gerencial, técnico-administrativa e social (externa e interna).
E os grandes pilares dentro das organizações que podem ajudar
a entender todo esse processo são as diretorias de comunicação
e marketing e assessorias de imprensa. Cada uma deve desempenhar o seu
papel entendendo a comunicação como uma ferramenta de inteligência
competitiva, sendo esse processo comunicacional como um fator chave de
sucesso para que todas as ações a serem desmembradas do
Planejamento Estratégico venham a acontecer em seus níveis
tático e operacional.
Diante disso a área de comunicação e marketing deve
se estruturar a partir de um conjunto de meios, formas recursos e ações
de pesquisa, comunicação, articulação e mobilização
permanentes a fim de garantir que todas as informações relevantes
sejam percebidas por todos os envolvidos, sendo que muitas vezes esse
papel consultivo precisa ser aplicado junto à área de Recursos
Humanos.
Diante de situações de crise seja interna a organização
ou que explore para a sociedade, há necessidade de se ter a informação
clara e objetiva para que o pessoal da assessoria de imprensa possa realizar
o seu papel.
Com isso entende-se que as organizações vem percebendo que
são, na verdade, sistemas abertos e que só funcionando como
tal podem atingir seu potencial máximo de realização
de valor.
E dentro desse contexto uma das principais características dos
sistemas abertos é sua capacidade de trocar informações,
servindo para recolher informações a fim de serem analisadas
e aproveitadas da melhor forma. Essas informações devem
fluir com rapidez, clareza e freqüência necessárias
para que todos os envolvidos, em todas as partes que compõe a estrutura
da empresa, possam ter acesso aos dados necessários para planejar
e executar um trabalho em harmonia com a Missão da organização.
Assim sendo, dentro do Planejamento Estratégico, os objetivos estratégicos
e suas formulações passam a ser compartilhados e a existir
real comprometimento das pessoas, gerando não somente sentido de
pertença, mas um crescimento na auto-estima. O processo comunicacional
temque ser visto como vital para o crescimento, funcionamento e projeção
da organização ao futuro. O desempenho das pessoas é
acompanhado, com base em objetivos e padrões consensados e os ajustes
necessários de correção de rumo são feitos
de forma natural.
Todo esse processo comunicacional que faz fluir as informações
quer para os agentes internos quer para os agentes externos, tem que garantir
que a Missão, Visão e Valores da organização
estejam sendo entendidos em sua plenitude, favorecendo que a visão
sistêmica, o foco nas tarefas e maior produtividade nas ações
sejam garantidas.
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