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Comunicação Interna
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Comunicação
A tecnologia como parceira da Comunicação
Empresarial Interna
Valdecira Bezerra Lucena, graduada em Administração
de Empresas pela Universidade de Pernambuco. Títulos de Especialização
em Comunicação Social e Expressão Gráfica.
A comunicação permeia todas as ações empresariais
e dependendo da sua solidez e transparência é responsável
por vários êxitos frente às mudanças, pois
as decisões serão pautadas em conhecimentos da alta administração
e também dos empregados.
Não é apenas na execução de suas rotinas diárias
que os empregados são valiosos, eles podem contribuir em vários
outros aspectos. Por isso, estabelecer canais de comunicações
que haja uma verdadeira troca de informações no sentido
descendente, ascendente e lateral, é de grande importância.
Mas será que os empregados se sentirão motivados a colaborar
com a empresa?
Respaldando a resposta deste questionamento em estudos comprovados, vimos
que o desejo de participar acompanha o Homem desde muito cedo, sendo caracterizado
assim um ser social. As causas, segundo Bordenave (2002), estão
na medida que a participação tem duas bases complementares:
a afetiva e a instrumental. A explicação à primeira
refere-se a que os homens sentem prazer em desempenhar atividades com
os outros, enquanto que a base instrumental argumenta que a união
faz a força, na medida que as ações se tornam mais
eficazes e eficientes quando realizadas em grupo ou com outro. Ainda,
segundo Bordenave (1994, p.17), "[...] a frustração
da necessidade de participar constitui uma mutilação do
homem social".
A participação no âmbito no local de trabalho não
se restringe a estar inserido em uma organização, o que
se resume a fazer parte do corpo funcional, mas de tomar parte ou até
mesmo ter parte nas decisões empresariais, o que caracteriza uma
participação ativa. E mesmo tomando parte, deve-se avaliar
como está se dando este processo.
Algumas pessoas, por exemplo, sentem "ser parte" da organização,
isto é, se consideram "tendo parte" nela e lhe dedicam
sua lealdade e responsabilidade. Outras, embora muito ativas, talvez levadas
pelo seu dinamismo natural, não professam uma lealdade comprometida
com a organização e facilmente a abandonam para gastar suas
energias excedentes em outra organização (BORDENAVE, 2002,
p.23)
Logo, se uma empresa almeja que seus empregados participem, tem que criar
canais que possibilitem esta ligação.
A comunicação é o espelho da cultura empresarial
e reflete, necessariamente, os valores das organizações.
Se eles caminham para valorizar o profissionalismo, a transparência,
a responsabilidade social e a participação, a Comunicação
se orienta no mesmo sentido. (BUENO, 2003, p. 20)
Atualmente há um grande leque de opções disponíveis
às Organizações para se relacionar com seu público
interno, tais como, quadro de avisos, house-organs, TV, rádio e
recentemente os meios digitais, que são a intranet e a internet.
Segundo Pinho (2003), a maior vantagem mídia digital frente à
mídia tradicional, como, televisão, rádio, jornal,
é o seu poder de interatividade, isto é, lendo um livro
a única interferência que você faz neste ato é
repassar as páginas, mas "[...] diante da tela do computador,
o internauta tem latente a expectativa de interatividade. Assim, o conteúdo
on-line que não ofereça um padrão mínimo de
interação tem pouco valor para o usuário e inibe
a compreensão da mensagem" (HOLTZ apud PINHO, 2003, p.31).
O que também defende Sherwin & Avila (apud PINHO, 2003, p.24)
ao enfatizar que:
As organizações reconhecem vantagens no uso das intranets
sobre as tradicionais comunicações que empregam o suporte
papel, destacando-se: maior segurança, maior largura de banda,
melhoria das comunicações internas, atualidade das informações,
redução de custos de distribuição e maior
participação.
Entretanto, mesmo sendo teoricamente o meio que mais possibilitaria a
participação, não garantiria ela não pode
ser taxada com a mais eficaz na comunicação empresarial,
pois se sabe que dentro de uma Organização existem diversos
públicos internos, o que exige uma atenção especial
na escolha dos canais adequados para se comunicar cada segmento deste
universo empresarial.
A escolha do canal pode fazer uma diferença no efeito desejado
da mensagem. Algumas pessoas são melhores no uso de alguns canais
do que em outros, e algumas mensagens têm melhor resultado num canal
específico [...] por exemplo, pode fazer diferença se a
mensagem for enviada ao gerente de divisão pessoalmente, ou enviada
num e-mail. (SHERMERHORN, 1999, p.240)
Mas é importante também ressaltar que escolher e passar
a usar aquele determinado canal, não fecha o círculo comunicacional.
A avaliação e o feedback têm que estarem presentes.
De acordo com Aquino (2003), "Aplicadas e efetivadas todas as estratégias
de comunicação o momento é de analisar o feedback,
ou seja, avaliar a resposta do público-alvo ao projeto comunicacional
adotado pela empresa". Análise esta que deve ser feita permanentemente
para responder ao questionamento e a proposta inicial do plano de comunicação
adotada pela empresa.
Ainda citando a autora, ela traz à tona a afirmação
de Alex Primo (on line) que diz que "Só ocorre à interatividade
quando a interação entre os integrantes da relação
é mútua, ou seja, quando há diálogo, possibilidade
de manifestação de ambos os lados".
Reconhecendo e sendo personagem propulsor de mudança deste novo
contexto da Comunicação, Bueno (2003, p.49) avalia as novas
tecnologias como um grande aliado à Comunicação Empresarial
e acrescenta "longe das novas tecnologias, as organizações
e as pessoas só tendem a involuir". Mas, o autor também
reconhece que ela não é por si auto-suficiente para Organização
e nem a endeusa:
[...] entre os apólogos do mundo virtual, há aqueles que
pecam pelo exagero. Acreditam que as novas tecnologias instauram a democracia,
que a informação disponível será sempre relevante
e que a interatividade, potencializada pelo contato à distância,
preenche as aspirações humanas.
O que credita a mensagem de que os meios digitais por si só não
resolvem problema algum, mas deve-se aproveitar ao máximo a sua
potencialidade.
Referências Bibliográficas
AQUINO, Maria Clara Jobst de. A Internet e a Comunicação
Empresarial: um estudo da importância da presença das empresas
na rede. 2003.
BORDENAVE, Juan E. Díaz. O que é participação?
8º ed. São Paulo. Brasiliense, 2002.
BUENO, Wilson da Costa Bueno. Comunicação empresarial -
teoria e pesquisa. São
Paulo. Manole, 2003.
NASSAR, Paulo; Figueiredo, Rubens. O que é Comunicação
Empresarial? São Paulo. Brasiliense, 1995.
PINHO, J. B. Relações Públicas na Internet: técnicas
e estratégias para informar e influenciar públicos de interesse.
São Paulo. Summus, 2003.
SHERMERHORN, Jr., John R. et al. Fundamentos de comportamento organizacional.
Porto Alegre. Bookman, 1999.
TORQUATO, Gaudêncio. Tratado de Comunicação - organizacional
e política. São
Paulo. Pioneira Thomson, 2002
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