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Comunicação
e Responsabilidade Social |
Comunicação Interna Públicos Internos: o número 1
Desde o seu surgimento, a Comunicação Empresarial passou por um grande processo de mudanças, em conjunto com as mudanças do mercado mundial. Podemos afirmar que, após a abertura política e democrática e o avanço das novas tecnologias, ela alcançou uma posição estratégica dentro das empresas, devido ao novo comportamento da sociedade (inclusive os empregados), mas ainda caminha a passos lentos em algumas empresas. Sabemos que a Comunicação Empresarial é o processo de comunicação entre a organização e seus públicos, sendo ela formada pelas comunicações institucional, mercadológica, interna e administrativa, originando assim a Comunicação Integrada, pois atuam sinergicamente uma com as outras, o que permite a empresa se relacionar com os seus públicos de interesse. Dentro da Comunicação Empresarial Integrada existem vários públicos distintos e com interesses diversos, de acordo com as suas demandas e expectativas sobre a empresa. Por isso, costumamos dividir os públicos em internos (funcionários operacionais e administrativos, gerentes, diretores) e externos (clientes, fornecedores, acionistas, imprensa, comunidade, governo). Com a evolução da Comunicação Empresarial há uma tendência em segmentar os públicos das empresas, em função dos seus interesses e hábitos comunicacionais, com a multiplicação de canais para tornar a comunicação mais efetiva, ágil, interativa e participativa. Várias empresas ainda não perceberam esta tendência ou ainda estão privilegiando alguns públicos em detrimento de outros. Como exemplo, podemos citar as empresas de bem de consumo (duráveis e não duráveis) cujo foco principal é o cliente. Elas possuem vários canais de relacionamento com este público (serviço de atendimento ao cliente através do site da empresa, linha telefônica gratuita - 0800, ombudsman, e outros) e com os seus fornecedores, mas na maioria das vezes esquecem dos públicos que são multiplicadores e porta-vozes da sua empresa: os públicos internos. As comunicações institucionais, mercadológicas e administrativas sempre estiveram à frente da comunicação interna (considerada a prima pobre da Comunicação Empresarial) e devido a esta sobreposição, os públicos internos muitas vezes são deixados de lado. Hoje a comunicação com os públicos internos tornou-se um diferencial competitivo dentro das organizações. Isso pode ser percebido em algumas pesquisas, como a da Revista Exame - As 100 Melhores Empresas para Você Trabalhar, em que o item Comunicação Interna torna-se a cada ano um quesito importante na avaliação dos funcionários das empresas pesquisadas. As Melhores Empresas para Você Trabalhar, apesar da evolução da comunicação com os seus públicos internos, ainda tratam a comunicação no estágio informativo, com a manutenção de canais permanentes de informação com os funcionários, utilizando todos os meios de comunicação disponíveis na empresa (murais,intranet, jornais internos, etc.). Ou seja, informar não significa comunicar, pois a comunicação não pode ser isolada, ela deve gerar feedback.
a) Envolvimento: comunicação para todos os funcionários
sobre a empresa, a concorrência e o mercado em que atua, preparando-os
para repassar respostas corretas para o público externo; Para que isso não aconteça, os chefes/líderes precisam ser exemplos da disseminação de informações e também ouvir os públicos internos para atender as suas necessidades, em coerência com os valores, a missão e a visão da empresa, pois quanto maior for o envolvimento do funcionário com a organização, maior será o seu comprometimento. Não podemos esquecer que antes de ser empregado, o indivíduo é um ser humano e um cidadão. Portanto, de nada adiantarão programas maravilhosos de comunicação se eles não forem respeitados nos seus direitos de cidadãos e nem considerados o público número um, no conjunto de públicos de uma organização. A comunicação com os públicos internos deve contribuir para o exercício da cidadania e para a valorização do homem através de uma comunicação transparente, dialógica, participativa e educativa. Sua eficácia dependerá de um trabalho em equipe entre a área de comunicação e as demais áreas da empresa e de todos os empregados envolvidos, pois ela não se realizará isoladamente do composto da Comunicação Integrada e do conjunto das demais atividades da empresa. A alta direção das empresas ainda vê a comunicação com os públicos internos como segundo plano, simplesmente voltado para a operação de mídias - jornais, murais, revistas, intranet - quase sempre destinados a informar, o que dificulta um planejamento estratégico O processo de comunicação gerado na organização está diretamente ligado à sua cultura organizacional, por isso devemos respeitar as diferenças e trabalhar a comunicação interna como ferramenta estratégica para compatibilização dos interesses dos empregados e da empresa, através do estímulo ao diálogo, à troca de informações e de experiências e à participação de todos os níveis. Referências bibliográficas BISPO, Patrícia. Pão de Açúcar: comunicação direta com o cliente interno. Disponível em <www.rh.com.br/ler.php?cod=4023&org=2>. Acesso em: 21/02/2005. BUENO, Wilson da Costa. Comunicação Empresarial: teoria e pesquisa. São Paulo: Manole, 2003. JEBAILI, Paulo. Comunicação Interna: sim, estamos neste barco. Disponível em <www.revistamelhor.uol.com.br/textos.asp?codigo=9845>. Acesso em: 03/03/2005. KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Relações Públicas e Modernidade: novos paradigmas na comunicação organizacional. São Paulo: Summus,1997. ____. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada. 4ª ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Summus, 2003. PAIVA, Paulo Henrique. Comunicação Organizacional. Disponível em <www.rh.com.br/ler.php?cod=4095&org=1>. Acesso em: 18/05/2005. SILVEIRA, Mauro. As pessoas ainda fazem a diferença. Guia Exame 2002 - 100 Melhores Empresas para Você Trabalhar, São Paulo, p. 14-23, set. 2002. ____. Mauro. O raio x das estrelas. Guia Exame 2002 - 100 Melhores Empresas para Você Trabalhar, São Paulo, p. 42-44, set. 2002. |
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