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Comunicação e Responsabilidade
Social |
Comunicação e Responsabilidade Social A Responsabilidade Social na Propaganda Feminina Neusa Fumie Nishida Mestranda em Comunicação Social - Universidade Metodista de São Paulo e Especialista em Planejamento Estratégico em Comunicação - Universidade Metodista de São Paulo.
O trabalho analisa a responsabilidade social nas propagandas femininas. O objetivo é verificar como as mulheres são representadas nestes anúncios, pelo viés da responsabilidade social. O modo como estes anúncios são produzidos, a relação entre linguagem verbal e não-verbal e o contexto sócio-ideológico evidenciam que a responsabilidade social não é representada em sua plenitude no discurso publicitário. Palavras-chave: responsabilidade social; propaganda; comunicação; discurso publicitário.
Desde a década de 1990, a responsabilidade social está sendo discutida no meio empresarial e na mídia brasileira. Este termo está em desenvolvimento nas empresas que vem adotando esta nova forma de conduzir os negócios de maneira sustentável e socialmente responsável. Os aspectos da responsabilidade social estão relacionados com uma mudança cultural por parte das empresas por meio de seus valores, suas ações e relações que precisam estar embasadas na ética e na transparência com os diversos públicos de interesse destas empresas. Conforme Bueno (2005), a responsabilidade social é um exercício planejado e sistemático de ações, estratégias, e a implementação de canais de relacionamento entre uma organização, seus públicos de interesse e a própria sociedade, tendo em vista: contribuir para o desenvolvimento social, pelo respeito ao ser humano, pela valorização da diversidade cultural e pela defesa irrestrita da liberdade de pensamento e expressão; propiciar condições ideais de trabalho para os seus colaboradores; assumir a transparência e a ética como atributos fundamentais; preservar o meio ambiente; praticar a excelência na fabricação de produtos e na prestação de serviços. Mais do que excelentes, no entanto, estes produtos ou serviços têm que ser éticos, ou seja, não podem, por seu consumo ou utilização, acarretar prejuízos aos consumidores/usuários; implementar projetos que visem ao desenvolvimento científico e cultural (aqui incluídas as artes em geral), esportivo, educacionais e comunitário. Essa postura socialmente responsável das empresas converge em uma nova forma de comunicação. Essa comunicação está apoiada na transmissão de valores éticos e sociais da empresa aos seus diversos públicos. A propaganda é um dos diversos itens da comunicação
utilizada para se comunicar com os públicos com os quais a empresa
mantém relacionamento. Ela reflete a cultura da sociedade. Na medida
em que as pessoas começam a dar mais valor à consciência
e à responsabilidade nos processos de gestão das empresas,
a propaganda começa a espelhar essas preocupações
por parte das empresas. Atualmente, verificamos a mobilização de alguns publicitários em favor da responsabilidade social nos anúncios. Olivetto (2003), fundador da agência de propaganda W/Brasil, cita que para uma mensagem publicitária ser verdadeiramente efetiva na venda de um produto tem que fazer mais do que pura e simplesmente vender o produto. Tem que acrescentar algo de útil na vida do consumidor. "Não importa o que seja, mas tem de ter esse algo mais, porque assim é mais eficiente, assim é melhor negócio, assim é mais responsável com o quadro social e assim é mais contemporâneo". Roberto Duailibi (apud NUCCI, 2005, p. 16), sócio da agência de propaganda DPZ, acredita que a agência pode estimular seus clientes a se comprometerem com a responsabilidade social, procurando dizer somente a verdade em seus anúncios. Segundo Francisco Gracioso (apud NUCCI, 2005, p. 16), presidente da Escola Superior de Propaganda e Marketing, os publicitários receitam o remédio, como aplicar a responsabilidade social nas propagandas, mas eles próprios nunca tomam. Diante desta consideração e da constatação de colocar ênfase na responsabilidade social da propaganda, um grupo de publicitários composto por ele, Hiran Castelo Branco, José Roberto Whitaker Penteado, Christina Carvalho Pinto e Ricardo Guimarães estão elaborando um Código da Responsabilidade Social da Propaganda. Propaganda socialmente responsável "Sempre é possível fazer uma propaganda socialmente responsável", afirma Alberto Djinishian (apud MADUREIRA, 2005), diretor de criação da Giacometti Propaganda. "Uma peça tem o poder de libertar o consumidor da sua própria desesperança, ao mostrar o lado bom das pessoas, das coisas que o rodeiam", diz ele, lembrando que, ao criar uma empatia com o consumidor, automaticamente o anunciante cria uma empatia com o seu produto. A responsabilidade sobre as mensagens que veicula motivou Ricardo Guimarães (apud MADUREIRA, 2005), presidente da Guimarães Profissionais, a não aceitar clientes dos segmentos de cigarros e armas. "Não colocamos medo nas pessoas", afirma. Para ele, o desafio de um publicitário é muito maior quando se trata de criar uma campanha de impacto e que não apele para o grotesco ou o preconceito. "O publicitário perde muito tempo em criar verdades, e não em mostrá-las", diz ele, que tem entre os clientes a Natura, em que mulheres comuns são garotas-propaganda da marca. Pinto (2005) em sua visão otimista vai mais longe com relação
à responsabilidade social na propaganda: Atualmente, verificamos, ainda de forma tímida, a inserção de alguns valores de responsabilidade social e ética nas propagandas como a valorização da diversidade étnica e cultural do povo brasileiro, evitando o uso de estereótipos, a inclusão de informações úteis para a vida do consumidor como o uso moderado de bebidas etc. Um dos públicos da propaganda é a mulher que no decorrer das décadas vem mudando o seu papel na sociedade. Anteriormente restrita ao ambiente familiar, a mulher nos dias atuais assume diferentes papéis. Nas décadas de 60 e 70 sua função era quase exclusivamente de dona de casa e esposa, nos anos 80 e 90 os movimentos feministas e a valorização do papel profissional alteraram sua forma de agir e pensar. Hoje a mulher é uma consumidora exigente, interessada não somente em adquirir produtos e serviços para o lar, mas também para seus interesses pessoais, seu bem-estar. Neste contexto, a responsabilidade social na propaganda feminina ganha relevância. O discurso desta propaganda vai se direcionar às várias mulheres ocupando diversas funções, evitando estereótipos. Segundo José Francisco Eustáchio (apud PERRONE, 2005, p. 5), vice-presidente de operações e negócios da Talent, o foco está mudando. Pouco tempo atrás um comercial de perfume, batom ou creme dizia que a mulher deveria comprar aquele determinado produto para fazer com que um homem prestasse atenção a ela. Hoje o apelo é diretamente para ela. A idéia é satisfazê-la. Os papéis responsável e ético são os pilares básicos da responsabilidade social na propaganda. As características da responsabilidade social estão embasadas nas propostas iniciais do Código da Responsabilidade Social da Propaganda. A ética na propaganda está relacionada ao cumprimento dos artigos do Código Brasileiro de Auto-Regulamentação Publicitária publicado pelo Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária). Porém, nossa análise focalizará o aspecto responsável da propaganda, sob o viés do Código da Responsabilidade Social da Propaganda. A ênfase será a representação da mulher no anúncio, e principalmente, se ela é caracterizada como um estereótipo ou não. Ilustraremos neste trabalho somente um item do Código que trata do assunto citado acima. A propaganda é socialmente responsável quando reconhece e valoriza a diversidade étnica e cultural do povo brasileiro, evitando o uso de imagens e estereótipos ofensivos às minorias. Discurso da propaganda Segundo Bakhtin (1997, p. 301), "para falar, utilizamo-nos sempre dos gêneros do discurso, em outras palavras, todos os nossos enunciados dispõem de uma forma padrão e relativamente estável de estruturação de um todo". O discurso publicitário constitui um tipo de discurso e os anúncios de produtos para o público feminino que são nosso objeto de estudo são identificados como gênero de discurso. Esta categorização tem seu pressuposto na teoria de Maingueneau (2001, p. 59), onde ela afirma que todo texto pertence a uma categoria de discurso, a um gênero de discurso. Este discurso tem uma formatação que o caracteriza como publicitário. Ele é construído por meio de uma linguagem verbal e não-verbal que estão atrelados às condições de produção e recepção. A linguagem verbal é composta pelo título do anúncio, texto, assinatura da empresa que representam os benefícios e a satisfação decorrentes da aquisição e uso do produto. A linguagem não-verbal é constituída pela imagem, disposição tipográfica dos elementos verbais e não-verbais, tipologia e tamanho de letras, cores etc. Com relação ao componente icônico do anúncio,
Pèninou (apud GOMES, 2003, p. 40) comenta que as imagens ou textos
visualizados servem de suporte a uma informação semântica
e pragmática, que pressuponha conhecimento prévio ou não. Quando o locutor escolhe uma determinada frase para compor o anúncio, esta seleção está vinculada ao todo do enunciado completo. Pois, esta frase em conjunto com outros elementos do anúncio é que irá dar sentido à mensagem e exercer um efeito sobre o receptor. "A oração, como unidade da língua, não consegue condicionar diretamente uma atitude responsiva ativa. È só ao tornar-se enunciado completo que adquire tal capacidade" (BAKHTIN, 1997, p. 307). "Nas mensagens publicitárias, a informação é convertida em argumento de persuasão" (GOMES, 2003, p. 35). O foco dos anúncios é associar benefícios, valores aos produtos com a intenção de interagir com o receptor pela persuasão. O homem, por meio do discurso - ação verbal de intencionalidade -, tenta influir sobre o comportamento do outro. É por isso que Koch (1984, p. 19) afirma que o ato de argumentar constitui o ato lingüístico fundamental, pois a todo e qualquer discurso subjaz uma ideologia. A propaganda se utiliza da palavra e/ou dos diversos signos que a compõem com o objetivo pragmático de convencer o receptor, obter um consenso emotivo que resultará na adesão do destinatário às suas propostas e argumentações. Visa a ação pela linguagem. Essa ação pela linguagem está relacionada com a escolha de recursos lingüísticos. Esta escolha mostra as intenções do autor, as informações implícitas no anúncio, revelando a posição do anunciante. Sandmann (2003, p. 12) cita que para prender a atenção do leitor, as propagandas utilizam recursos da linguagem com o objetivo de torná-las criativas. Os recursos da linguagem estão relacionados com os aspectos ortográficos, fonéticos, morfológicos, sintáticos, semânticos, linguagem figurada etc. Para Bakhtin (1986, p. 95), a forma lingüística, sempre se apresenta aos locutores no contexto de enunciações precisas, e implica sempre um contexto ideológico preciso. Na realidade não são palavras o que pronunciamos ou escutamos, mas verdade ou mentiras, coisas boas ou más, importantes ou más etc. "A palavra está sempre carregada de um conteúdo ou de um sentido ideológico ou vivencial". Podemos transportar a teoria de Bakhtin para a propaganda. Os anúncios divulgam um determinado produto. O que diferencia, por exemplo, uma calça jeans de um anunciante e outro é a maneira como o anúncio vai mostrar este produto, agregando valores, conceitos ideológicos. O produto ou serviço se transforma em significação de valores para o grupo social que o consome. O consumidor/receptor ao ler um anúncio faz uma seleção
de um determinado produto. Esta escolha está relacionada com a
significação da mensagem que o receptor apreende e à
identificação com o produto. O anúncio funciona no
sentido de conduzir o consumidor a identificar-se com o produto e a sentir
o prazer de produzir significados. O corpus selecionado para a pesquisa foi composto por 5 propagandas da
empresa Natura sobre o produto Natura Chronos e 2 propagandas da empresa
Nívea, sendo uma sobre creme nutritivo para as mãos e a
outra sobre batom. A metodologia utilizada foi a análise do discurso publicitário.
Os anúncios foram avaliados sob as seguintes categorias descritas
abaixo: Análise do corpus
Argumentação: O conceito do anúncio é o tratamento de beleza para as mãos. A personagem utiliza diversos argumentos para persuadir a consumidora a adquirir o produto. Neste anúncio, a locutora dirige-se à mulher por meio da função apelativa: "Agora a beleza está em suas mãos", "Creme ... que nutrem e regeneram sua pele ...", "O melhor tratamento de beleza para as suas mãos ...". O título do anúncio "Agora a beleza está em suas mãos" apresenta polissemia, pois ela permite duas interpretações, uma literal e outra figurada. O uso de metáfora está em suas mãos (a decisão em ter o produto é da consumidora) é um recurso argumentativo da propaganda conforme Citelli (2001, p. 19). A escolha do advérbio agora para introduzir o título, indica que antes não tinha um produto que proporcionava beleza para as mãos. O substantivo beleza encontra suporte e complementação no uso da imagem de Gisele Bünchen. A finalização do texto com a frase "O melhor tratamento de beleza para as suas mãos só poderia ser da Nívea" denota a idéia de grau e intensidade do tratamento de beleza para as mãos da Nívea. A assinatura reforça a denotação positiva para marca. "Nivea. A marca que mais entende de pele no mundo". Inspira confiança pela marca. Marcas da responsabilidade social: Conforme o Código
da Responsabilidade Social da Propaganda, a propaganda cumpre seu papel
socialmente responsável quando não usa estereótipos,
reconhecendo e valorizando a diversidade étnica e cultural. Este
anúncio reforçou um estereótipo ainda muito utilizado
pelos publicitários que é a configuração de
que a maior preocupação da mulher é a perfeição
estética. Nivea Lip Care (anúncio 1 página, 4 cores)
Argumentação: O título do anúncio "Ninguém resiste a lábios hidratados. Nem você" é o elemento verbal dotado de marca argumentativa para persuadir a consumidora. O uso da palavra "Ninguém" produz inferência na consumidora. Esta informação no anúncio se apresenta de forma implícita. Segundo Koch (1995, p. 26), "há sempre elementos implícitos que necessitam ser recuperados pelo receptor por ocasião da atividade de produção de sentido. Para tanto, ele faz inferências ...". Ninguém pode estar relacionado com as mulheres que querem ter lábios hidratados para atrair a atenção dos homens e/ou com os homens que desejam os lábios hidratados. O texto apresenta função referencial, destacando os benefícios do produto. Marcas da responsabilidade social: A mulher representada
pela imagem e título do anúncio é estereotipada como
objeto de desejo para o homem. Uma das inferências do anúncio
é que a mulher deve comprar o batom para fazer com que um homem
preste atenção a ela. Estas marcas verbal e não-verbal
presentes de forma implícita no anúncio indicam que ele
não foi produzido de maneira socialmente responsável.
Argumentação: Os anúncios trabalham
a idéia de que não tem uma idade certa para usar o produto
Natura Chronos. A empresa valoriza e respeita a beleza natural de cada
mulher, idade pelo sentido que dá no discurso de cada um dos anúncios:
"Sensualidade 60. Não tem idade certa para ser feminina",
"Maturidade 34. Não tem idade para decidir o que se quer",
"Felicidade 37. Não tem idade certa para gostar de sorrir",
"Originalidade 44. Não tem idade certa para fazer o que ninguém
faz", "Não tem idade certa para ser você mesma". Marcas da responsabilidade social: A linguagem verbal e
não-verbal aplicadas nos anúncios pelos autores evidenciam
a produção de um discurso publicitário que representa
a responsabilidade social. As mulheres foram retratadas nestes anúncios
como modernas, ativas e atuantes em diversos setores profissionais em
consonância com contexto sócio-cultural da atualidade. Elas
ocupam múltiplos papéis e não são apenas donas
de casa, esposas, mães etc. Elas foram valorizadas pela suas belezas
originais, pela diversidade de estilos e idades, pela felicidade interior,
pelo bem-estar etc. Elas não foram taxadas de idosas pelo uso do
produto anti-sinais. Considerações finais A responsabilidade social na propaganda é um paradigma que vem sendo adotado pelo meio publicitário. Ela implica em transformações no modo de produzir as propagandas por meio de um discurso em consonância com este contexto sócio-ideológico. Os publicitários, os anunciantes são os detentores do poder da linguagem nos anúncios, e dependendo do sentido que criam neles, revelam sua intenção em produzir propagandas socialmente responsáveis. Um dos aspectos destes anúncios é o respeito pela sociedade, consumidores. Este respeito está atrelado a uma mensagem direcionada para eles sem a pretensão de criar estereótipos culturais. A análise discursiva das propagandas desta pesquisa mediada pelo conteúdo verbal, imagens, intencionalidade dos produtores permitiu verificar como as mulheres são retratadas. O aspecto positivo da responsabilidade social esteve presente nos discursos dos anúncios da empresa Natura. Ela respeita as mulheres pela suas peculiares (beleza, estilo, idade, profissão), evitando valorizá-las pela perfeição estética e estereótipos de beleza - linda, magra e jovem. O uso do produto Natura Chronos pelas mulheres não está condicionado ao objetivo de conquistar um homem e nem cumprir o papel de objeto. A ausência da responsabilidade social foi ilustrada pelos anúncios da empresa Nívea. Ela ainda insiste em utilizar os velhos jargões publicitários de excessiva valorização da beleza e do uso de produtos para chamar a atenção dos homens. A mulher nestes anúncios não foi estimada pela sua satisfação, felicidade interior, inteligência, independência etc. A criação de propagandas femininas por parte dos publicitários e anunciantes denota que ainda há um longo caminho a ser percorrido na elaboração de um discurso publicitário que represente a realidade de uma propaganda socialmente responsável. Referências bibliográficas BAKHTIN, Mikhail (Volochinov). Marxismo e Filosofia da Linguagem. 3ª ed. São Paulo: Hucitec, 1986. ________________. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997. BUENO, Wilson. Responsabilidade Social. Disponível em: <http://www.comtexto.com.br/conceito_rs.htm>. Acesso em: 23 abr. 2005. CITELLI, Adilson. Linguagem e persuação. São Paulo: Editora Ática, 2001.
KOCH, Ingedore Villaça. Argumentação e Linguagem. São Paulo: Cortez, 1984. MADUREIRA, Daniele. O papel social da propaganda. Disponível em:< http://www.abap.com.br/noticias/papelsocialpropaganda.htm>. Acesso em: 15 abr. 2005. MAINGUENEAU, Dominique. Análise de textos de comunicação. São Paulo: Cortez, 2001. NUCCI, João Paulo. O papel das agências. Meio & Mensagem. São Paulo, 21 mar. 2005. Meio & Mensagem Especial Responsabilidade Social, p. 16. OLIVETTO, Washington. Pensam, logo existem. Disponível em:<http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2003/topofmind/fi0810200306.shtml. Acesso em: 8 out. 2003. PERRONE, Roberto. Quer falar com uma mulher? Meio & Mensagem. São Paulo, 7 mar. 2005. Meio & Mensagem Especial Mulheres p. 5. PINTO, Christina Carvalho. Comunicação: modo de usar. Disponível em:<http://www.fulljazz.com.br>. Acesso em: 11 maio 2005. REVISTA CLÁUDIA. São Paulo: Abril, n. 4, abr. 2005. SANDMANN, Antonio Jose. A linguagem da propaganda. São Paulo: Contexto, 2003.
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